quinta-feira, 4 de outubro de 2018





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segunda-feira, 1 de outubro de 2018


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domingo, 30 de setembro de 2018


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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Major Hissanaga é o novo comandante da 4ª Companhia de Engenharia de Jardim
Foto: Paulo Abílio 
Após dois anos à frente do comando da 4ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada “Compania Tenente-Coronel Juvêncio”, em Jardim, o Major de Engenharia Carlos Alberto Galvão Magalhães transmitiu o cargo ao também Major de Engenharia, Marcelo Hissanaga, reunindo autoridades civis e militares de Jardim e também vindos de várias partes do Mato Grosso do Sul e outros estados brasileiros. O evento aconteceu na tarde da última sexta-feira, 25, nas dependências da unidade militar e foi presidida pelo comandante da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada “Brigada Guaicurus”, General Willian da Silva Ribeiro Pinho.

Antes da formatura de passagem e assunção de comando, o Major Carlos Alberto Magalhães reuniu autoridades para inauguração do retrato do comandante substituído no quadro dos ex-comandantes, oportunidade em que foi homenageado pela unidade militar. Ao fazer uso da palavra, o General de Brigada Willian Ribeiro Pinho agradeceu o trabalho desempenhado pelo Major Magalhães, enaltecendo a sua bravura e missão a frente da unidade militar, fazendo deste aquartelamento um exemplo para os demais e desejando boa sorte ao Major Hissanaga, que durante os próximos dois anos comandará uma tropa de homens empenhados com a segurança e melhor qualidade de vida de seu país.

Durante a formatura, honras militares foram prestadas ao alto comando presente, seguido da execução do Hino Nacional e leitura de exoneração do cargo de comandante do Major Carlos Alberto Magalhães. Em seguida foi a vez do Major Magalhães fazer uso da palavra e apresentar suas despedidas à sociedade representada. Visivelmente emocionado, Magalhães não conseguiu conter as lágrimas e com a voz trêmula e rouca agradeceu a oportunidade de comandar uma unidade e cumprir sua missão em terras jardinenses. “Sou grato a Deus por ter me dado saúde, abençoado meus dois anos de comando em Jardim e protegido todos os integrantes da companhia, pois foram anos de intensas atividades, operações militares, e o Senhor dos Exércitos, sempre presente, que nos ajudou a chegar ao final do meu comando sem nenhum acidente”, enfatizou, ressaltando também a parceria com os poderes legislativo, executivo, judiciário, empresarial, imprensa e a comunidade jardinense e lagunense.

Finalizando, Major Magalhães agradeceu também o carinho e a dedicação de sua família durante seus dois anos de comando. Ressaltou a preocupação e o exemplo de seus pais, Francisco Magalhães e Socorro Galvão, bem como de sua esposa Days e sua filha Helena, classificando-as como “soberanas do meu lar e das minhas vontades, o que fez com maestria, não se deixando abalar frente às dificuldades”.

Ao se dirigir ao comandante substituto, Major Magalhães destacou que, “tudo parece difícil, impossível, mas fique tranquilo, pois você está capacitado para exercer esta missão. O Exército foi sábio em te escolher e você pode se sentir feliz e honrado por estar aqui, afinal, não é qualquer um que comanda a Melhor Companhia do Universo”, enfatizou o comandante substituído.

Ainda durante o evento foi lida a referência elogiosa consignada pelo comandante da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada ao Major Magalhães e a nomeação do Major Hissanaga como novo comandante da 4ª Cia. de Engenharia de Jardim. Em seguida aconteceu a transmissão de cargo e a revista à tropa, que também desfilou em continência ao novo comandante.

Ao final, autoridades civis e militares e convidados participaram de um coquetel no Clube dos Oficiais Militares.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

LUIZ CARLOS PAIS: “NIOAQUE NA HISTÓRIA DA IMPRENSA”




É muito difícil acreditar na existência de uma fronteira absoluta entre os desafios atuais da sociedade das tecnologias digitais de informação e comunicação e passado de nossas raízes históricas. No final do século XIX, foi criado o primeiro jornal da região sul meridional do Mato Grosso, A Voz do Povo, de Nioaque, cujo primeiro número circulou em 26 de outubro de 1894. Sua trajetória ficou na história das primeiras manifestações divisionistas do sul de Mato Grosso, lideradas pelo proprietário do jornal, João Ferreira de Mascarenhas, conhecido como coronel Jango Mascarenhas.
A redação desse jornal pioneiro do atual território sul-mato-grossense ficou sob a responsabilidade do ilustre advogado João Cláudio Gomes da Silva, vinculado ao Partido Republicano, que havia exercido o magistério como professor de Português do Liceu Cuiabano, mas pedira demissão do cargo para fixar residência em Nioaque, conforme consta registrado no expediente da Diretoria de Instrução Pública do Mato Grosso, do mês de agosto de 1894, publicado na imprensa de Cuiabá.
Luiz é professor da UFMS
Outro registro sobre o referido periódico está na edição de 8 de dezembro de 1895 do jornal O Matto Grosso, noticiando a chegada à Cuiabá do coronel Jango Mascarenhas, chefe do Partido Republicano em Nioaque. Ele estava acompanhado pelo redator de A Voz do Sul, observando tratar-se do primeiro jornal da “região meridional” sul-mato-grossense. Mas, esse pioneirismo excetuava os jornais criados em Corumbá, na região fronteiriça. De fato, como consta em textos históricos, entre 1877 e 1893, existiram vários jornais, na atual Cidade Branca, os quais constituem um capítulo a ser melhor analisado em favor da história da imprensa sul-mato-grossense.
Traços memoriais do histórico jornal de Nioaque podem ser encontrados numa obra de Paulo Coelho Machado, ao apresentar uma biografia de Arlindo de Andrades Gomes, primeiro juiz de direito de Campo Grande, e que, em 1913, lançou o primeiro jornal impresso de Campo Grande, denominado O Estado de Mato Grosso. Ao confirmar então o pioneirismo de A Voz do Sul, referido o autor observa que o mesmo era impresso em uma velha tipografia, adquirida em Cuiabá, pelo coronel Jango Mascarenhas, que resolveu imprimir as primeiras páginas em favor da criação de um novo estado no sul.
Outras informações sobre esse periódico constam no histórico de Nioaque, disponível no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, indicando que ele deixou de circular dois anos depois de ser lançado, quando foi empastelado e todo o seu equipamento atirado na parte mais profunda das águas do rio Nioaque, incluindo o prelo, o conjunto de tipos e todos os demais materiais usados na impressão. A memória coletiva regional preservou a informação de que o autor da destruição teria sido um indivíduo, oriundo de Cuiabá, que, pela sua atitude, recebeu o apelido de Onça Preta.
Fonte da notícia: http://www.correiodoestado.com.br/
Postado por Carlos PAIM